A morfologia do vazio em Brasília

A compreensão do vazio passa, necessariamente, pela compreensão da forma. A partir das reflexões de Francis D. K. Ching, esta pesquisa entende arquitetura e cidade como uma relação inseparável entre cheios e vazios. Aqui, investigamos como os vazios podem estruturar a experiência espacial ao organizarem percursos, enquadrarem paisagens e atribuírem sentido às formas construídas. Essa leitura é ampliada para a escala urbana, na qual a cidade é percebida como uma sucessão de experiências espaciais formadas pela interação entre edifícios, ruas, áreas verdes e espaços livres. Em Brasília, o desenho urbano foi concebido a partir da articulação entre arquitetura e amplos espaços abertos, o que, portanto, torna a análise morfológica dos cheios e vazios uma ferramenta fundamental para compreender como a forma da cidade produz diferentes modos de percepção, apropriação e vivência do espaço.




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