Margens: vazio como horizonte
- Jun 17
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As margens revelam uma dimensão mais difusa do vazio em Brasília. Presentes sobretudo nas bordas do Plano Piloto e nas áreas que conduzem ao Lago Paranoá, elas funcionam como zonas de transição entre cidade e paisagem, ou, pode-se dizer, arquitetura e natureza. Diferentemente dos vazios monumentais ou dos espaços destinados à apropriação cotidiana, as margens diluem os limites urbanos e ampliam a percepção do horizonte, da vegetação e da topografia. Concebidas por Lucio Costa como parte fundamental da experiência da cidade, essas áreas livres atuam como elementos de mediação entre diferentes escalas e ambiências.





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